quinta-feira, 21 de julho de 2011

Homem moderno surgiu na África

Análise de DNA de mais de mil pessoas de 53 populações mostra que levas sucessivas deixaram o continente africano para colonizar o mundo

O homem moderno em suas origens saiu da África e aparentemente colonizou o planeta a partir de pequenas mas sucessivas ondas migratórias rumo ao resto do mundo. A comprovação vem de recentes análises genéticas, cujos resultados acabam de ser divulgados.

As novas informações demonstram que essas migrações não ocorreram por meio de um fluxo único de saídas para outros continentes, mas de forma intermitente. Os dados constam de um estudo científico publicado no mais recente número da revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

A equipe envolvida na pesquisa, dirigida por Sohini Ramachandra, do Depto. de Ciências Biológicas da Universidade Stanford, da Califórnia, EUA, analisou as informações genéticas detalhadas de mais de mil indivíduos de 53 populações diferentes do mundo.

Proximidade
Os especialistas detectaram uma forte relação entre a genética da população e sua proximidade. Também comprovaram que, quanto menor a distância geográfica entre dois indivíduos quaisquer, maiores são as semelhanças no DNA deles.

Os cientistas já acreditavam nessa possibilidade, mas ainda não havia dados genéticos que comprovassem esta hipótese. E os antigos estudos usavam distâncias geográficas curtas para pesquisar a possível conexão entre este fator e a genética dos povos.

Segundo os cientistas, a descoberta permite ampliar o conhecimento sobre a variação genética nos indivíduos, levando em conta que o fator de seleção natural provavelmente não representa apenas 25% na mesma.

Diversidade

Os pesquisadores comprovaram que no lugar de origem das migrações para o resto do planeta, ou seja, na África, os povos possuem atualmente a maior diversidade genética.

Já na América, o último lugar a ser colonizado por estas migrações procedentes do continente africano, foram descobertas as menores variações genéticas.

Os cientistas reiteram que os resultados de sua pesquisa respaldam a explicação de que o processo de colonização do planeta ocorreu a partir de uma série de ondas migratórias e não através de um fluxo único.