segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Frantz Fanon: um pensador engajado

Psiquiatra, ensaísta e pensador francês nascido na ilha de Martinica, território francês situado na América Central, Fanon (1925-1961) é um exemplo de intelectual engajado.



Em 1946, inscreve-se na Faculdade de Medicina de Lyon na França e aproveita sua estadia também para adquirir uma formação sólida em filosofia e literatura, seguindo cursos de Jean Lacroix e de Merlau-Ponty, bem como, lendo obras de Sartre, Kierkegaard, Hegel, Marx, Lenin, Husserl e Heidegger, entre outras. Após terminar o curso de medicina em 1951, retorna a Martinica e mais tarde volta para a África, tornando-se médico-chefe na clínica psiquiátrica de Blida-Joinville.
No final da década de 50, vendo as atrocidades cometidas pelo exército francês participa da resistência argelina. Naquela época a Argélia ainda era dominada pela França. Torna-se argelino engajando-se na luta pela libertação do país que sofria o jugo colonial francês desde 1830. Por várias vezes participou de congressos pan-africanos como membro da delegação da Argélia, tornando-se um importante porta-voz do país
Nos seus escritos, Fanon, analisa as consequências psicológicas que a colonização provocada no colonizado, principalmente do ponto de vista da relação branco-negro e o continente africano e europeu.
Seu livro de maior destaque é Os condenados da terra, de 1961, prefaciado por Jean Paul Sartre. Para Fanon, “o mundo colonizado é um mundo cortado em dois. A linha de divisão, a fronteira (entre colonos e colonizados) é indicada pelas casernas e os postos policiais”. Um outro importante livro de Fanon é Pele negra
Fanon pode ser consideado o maior pensador do século XX relacionado aos temas da descolonização e a psicopatologia da colonização. Suas obras foram inspiradas nos movimentos de libertação anti-coloniais por mais de quatro décadas.

Fontes consultadas:
http://www.google.com.br/images
Revista de Filosofia. Editora Escala, Ano II, nº 14.
http://ffabios.sites.uol.com.br/